Wednesday, July 22, 2009

Do outro lado

Sempre quis escrever um livro... Várias histórias passavam pela minha mente mas na hora de escrever... acho que tinha uma espécie de medo ou receio de a história ser horrível ou simplesmente não terminar. Enfim, consegui superar esses sentimentos e resolvi escrever. Eis a sinópse do romance na qual fará parte de algumas horas que serão dedicadas por mim. Ah ... e o nome do livro será "Do outro lado".

A infância de Luca não foi fácil e sua juventude é marcada por fome, drogas e roubos. Já a infância de Clara foi de uma princesa, mas uma princesa frágil e doente e permanecendo assim durante a sua juventude. Clara conheceu Luca em um roubo realizado por ele em sua própria casa . O intuito de Luca, foi roubar jóias da família mas o que ele descobriu foi que roubara a jóia mais preciosa daquela casa, o coração de Clara.

Esta é uma história que retrata paradoxos sociais, morais e psicológicos entre dois jovens que conseguem ultrapassar esses limites e entrelaçar seus sentimentos.


Sunday, July 19, 2009

Sobre Livros XXXIV

Semana passada peguei um livro para ler. Nossa! Não terminei nem a primeira página de tão chata que a história era. Tinha uma bela capa e quase nada escrito atrás do livro então, foi suficiente para eu não ter a menor ideia se o livro era bom ou não. Enfim, perda de tempo. Ultimamente não tenho tido sorte com livros, ou eu não estou sabendo escolher. Espero que o próximo me surpreenda! Faz tempo que não leio algo que me tire o "folego". E, estou precisando... ou querendo... mas não tenho nenhum livro em mente...

Sunday, July 12, 2009

Só De Sacanagem

Essa poesia composta por Elisa Lucinda é exatamente o que ando sentindo ultimamente... Fantástico!

Elisa Lucinda

Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Tudo isso que está aí no ar,
Malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro,
Do meu dinheiro, do nosso dinheiro
Que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós,
Para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais,
Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade
E eu não posso mais.
Qquantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis
Existem para aperfeiçoar o aprendiz,
Mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros
Venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração tá no escuro,
A luz é simples,
Regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó
E os justos que os precederam:
"Não roubarás",
"Devolva o lápis do coleguinha",
"Esse apontador não é seu, minha filha".
Pois bem, se mexeram comigo,
Com a velha e fiel fé do meu povo sofrido,
Então agora eu vou sacanear:
Mais honesta ainda eu vou ficar.
Só de sacanagem!
Dirão:
“Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba”
E eu vou dizer:
Não importa, será esse o meu carnaval,
Vou confiar mais e outra vez.
Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos,
Vamos pagar limpo a quem a gente deve
E receber limpo do nosso freguês.
Com o tempo a gente consegue ser livre,
Ético e o escambau.
Dirão:
"É inútil, todo o mundo aqui é corrupto,
Desde o primeiro homem que veio de Portugal”.
Eu direi:
Não admito, minha esperança é imortal.
Eu repito, ouviram?
IMORTAL!
Sei que não dá para mudar o começo
Mas, se a gente quiser,
Vai dar para mudar o final!