Friday, September 26, 2008

Clarice Lispector

Escrevo porque encontro nisso um prazer que não consigo traduzir. Não sou pretensiosa. Escrevo para mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando"...

"Eu escrevo como se fosse para salvar a vida de alguém. Provavelmente minha própria vida."

"Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever"


"Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse sempre a novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias"

Sobre Livros XXIII

Ontem à noite, li um novo livro! Percebi que ultimamente estou tendo mais condições de alugar livros, apesar da minha falta de tempo... Mas, para ler um livro, sempre arrumamos um tempinho, não é mesmo? Mesmo que tenhamos que ler rapidinho entre um atividade ou outra do dia-a-dia, simplesmente para desfrutar um pouco de prazer em uma leitura. Bom, ontem não foi diferente! Lepidamente, fui à biblioteca e li algumas páginas desse livro, nem levei para casa, li na biblioteca mesmo. Depois eu o coloquei de volta na prateleira mas anotei o número da estante e do livro em uma pequena folha de papel para não esquecer a fim de poder voltar lá em uma outra hora sem perder muito tempo em procurar novamente a sua referência naqueles armários gigantes. Enfim, foi interessante curtir um pouco uma leitura descompromissada! Vou guardar o papelzinho!

Monday, September 22, 2008

PRECE DA GRATIDÃO

Senhor, eu gostaria de dizer-te
que amo a vida,
que para mim é bela e consentida.
Muito obrigado Senhor,
pelo que me deste, pelo que me dás.
Obrigado pelo ar, pelo pão, pela paz.
Muito obrigado pela beleza
que os meus olhos vêem
no altar da natureza...
Olhos que fitam o céu, a terra e o mar...
que acompanham a ave que corre
faceira pelo céu de anil...
Que se detém na terra verde
salpicada de flores em tonalidades mil...
Muito obrigado Senhor,
porque eu posso ver meu amor.
Mas, diante da minha visão
eu detecto os cegos que se debatem na escuridão
que andam na solidão, que tropeçam na multidão...
por eles eu oro e a ti eu imploro com miseração
porque eu sei que depois desta lida,
na outra vida, eles também enxergarão.

Muito obrigado pelos ouvidos meus,
Ouvidos que ouvem o tamborilar
da chuva no telheiro, a melodia do vento
nos ramos do salgueiro
e as lágrimas que vertem nos olhos do mundo inteiro...
Ouvidos que ouvem a música do povo
que desce do morro na praça a cantar...
a melodia dos imortais
que a gente ouve uma vez
e não esquece nunca mais!
A voz melodiosa e a voz melancólica do boiadeiro
e a dor que geme,
que chora no coração do mundo inteiro.
Pela minha faculdade de ouvir,
pelos surdos eu te quero pedir.
Eu sei que depois desta dor,
no teu Reino de Amor eles também ouvirão.

Muito obrigado Senhor pela minha voz,
mas também pela sua voz,
pela voz que ama, que canta, que evangeliza,
que ilumina, que alfabetiza,
pela voz que salteia uma canção,
pela voz que teu nome profere.
Por sentir emoção, pela minha alegria de falar.
Pelos mudos eu te quero rogar,
por aqueles que sofrem de afazia,
que não falam de noite, que não cantam de dia.
Oro por eles, eu sei que depois desta prova,
na vida nova eles cantarão.

Obrigado pelas minhas mãos,
mas também pelas mãos que amam,
que semeiam, mãos que agasalham,
mãos de ternura que libertam da amargura,
mãos que apertam mãos,
mãos de caridade, de solidariedade,
mãos dos ateus que limpam feridas,
que enxugam lágrimas e suores das vidas,
pelas mãos de psicografias,
mãos de poesias, mãos de cirurgias,
mãos de sinfonias,
pelas mãos que atendem a velhice a dor e o desamor,
pelas mãos que no seio embalam
o corpo de um filho alheio sem receio
e pelos pés que me levam a andar sem reclamar,
pela minha faculdade de caminhar,
pelo meu corpo perfeito eu te quero louvar,
porque eu vejo na terra
infelizes, aleijados, amputados, marcados, deformados, paralisados
e eu posso bailar.
Rogo por eles, eu sei que depois desta expiação,
na outra reencarnação eles também bailarão.

Obrigado por fim, pelo meu lar,
é tão maravilhoso Senhor ter um lar,
não é importante se este lar é uma mansão
ou uma tapera,
um gramado de dor ou um bangalô,
um ninho, seja lá o que for, uma casa no caminho,
mas que dentro dela exista a figura do amor,
do amor de mãe ou de pai, de filho ou de irmão,
de mulher ou de marido, de um amigo,
alguém que nos dê a mão,
pelo menos a companhia de um cão,
porque é triste viver na solidão...
mas se eu a ninguém tiver para me amar,
nem um teto para me agasalhar,
nem alguém para me amparar,
nem aí blasfemerei, porque eu tenho a ti,
nem reclamarei,
porque nasci.

Muito obrigado, por fim, pelo teu Amor.
Muito obrigado Senhor.


Amélia Rodrigues-espírito
Psicografia de Divaldo Pereira Franco

Sunday, September 14, 2008

Sobre Livros XXII

Há tempos estava com vontade de ler um livro... sem exigências...afinal de contas, todo bom leitor sabe o quão difícil é, encontrar um bom livro! Ainda mais, porque não tem como sabermos se o livro é bom ou não só pela capa e, mesmo que um amigo lhe faça propaganda de um determinado livro, ainda sim, não tem como sabermos se é bom ou não, afinal de contas, cada leitor tem as suas prefêrencias e críticas sobre um determinado livro. Enfim, naquela noite, eu queria ler um livro para me descontrair, então resolvi ir à biblioteca. Estava ansiosa para encontrar um determinado livro porém não sabia se conseguiria alugá-lo. Andando em direção a tal biblioteca, vi um barraquinha de livros, dessas que ficam pela rua com livrinhos pequenos e de leitura fácil. Como disse, eu queria muito ler um livro, então não hesitei, comprei o livrinho e fui lendo pelo caminho. Como disse, era apenas um livreto, com palavras fáceis porém engraçadinho. Aliás, não sei se consigo avaliar este livrinho, porque a minha vontade era tanta de ler que não consigo pensar "racionalmente" sobre a qualidade de sua leitura. Ao chegar na biblioteca, ainda estava lendo o livreto, e encontrei o outro livro. O que eu fiz? Deixei de lado imediatamente o livreto e peguei esse outro livro na biblioteca. Sentei calmamente em alguma cadeira e li algumas de suas páginas... Na verdade, esse livro eu já conhecia, ou seja, faz tempo que eu o vejo nas estantes de bibliotecas e livrarias porém nunca comprei nem aluguei. Até ontem... o que eu posso dizer desse livro? uhm... Digamos que a sua leitura me surpreendeu bastante! Como disse, sempre o vi nas estantes, mas eu o pré-julgava. Erro meu... gostei de sua leitura e, espero poder continuar lendo... pelo menos mais alguns capítulos...

Tuesday, September 09, 2008

O que eu quero


O que eu quero?

... Encontrar um amor no caminho
Seguido de um olhar mais ousado
Com um sorriso bem pertinho
Depois um beijo molhado

O que eu quero?

... Esbarrar na paixão
Tropeçar com intenção
Sem pedir perdão
Largando a razão

O que eu quero?

... Andar nessa estrada
Descobrir seus atalhos
Conhecer cada lado
Construir minha morada.

Monday, September 08, 2008

Sonhos e sonhos

Em meus sonhos, estarei nos sonhos de outrem...

Monday, September 01, 2008

Sapos nunca serão Príncipes

A maioria das mulheres esperam um príncipe encantado... e quando não encontram, se contentam com um sapo, contudo, procuram transformá-lo em um príncipe encantado! Doce ilusão...Obviamente que será em vão...Não me excluo disso, pois por experiência própria anos atrás peguei um sapo para mim e, tive esta mesma intenção...Por conta dessa ilusão perdida, eu o deixei lá no brejo onde ele sempre gostou de ficar! Eu nunca deveria tê-lo forçado a sair de lá já que é o seu habitat natural. Afinal de contas, "sapos sempre serão sapos", ou seja, não devemos tentar enxergar o que não existe. Hoje não me iludo mais em encontrar príncipes encantados...mas também não quero sapos!


Será que é exigência demais de uma garota?