Sunday, June 29, 2008

O amor existe


Não me diga que o amor não existe... Pois eu não vou acreditar!
Ajude-me a encontrá-lo, tenho certeza que ele está em algum lugar.


Quem sabe Deus não escondeu o meu amor nas profundezas do mar?
Mas, eu não sei mergulhar...



Quem sabe ele não está nas mais belas nuvens?
Mas, eu não posso voar...



Ou talvez eu tenha que atravessar o imenso oceano.
(...) eu não sei nadar...



Poderá estar na colina mais alta?
(...) não sei se consigo alcançar...



Será que ele está nas infinitas estrelas?
Mas, como faço para chegar até lá?



Deus, eu preciso desse amor, apesar de ainda não conhecer esse sentimento eu creio em sua existência.



Já ouvi falar sobre ele entre suspiros,
Já o vi em bocas de amantes apaixonados,
Já o li de poetas enamorados,
Já até sonhei com um beijo adocicado...



Eu só preciso encontrar o meu amor...Ele está guardado, eu tenho certeza que sim...por favor, diga-me que sim...


Saturday, June 28, 2008

Som das estrelas


Desejo ouvir as estrelas e de entendê-las no íntimo de sua essência. Mas, não consigo! Abro a janela todas as noites e tudo que ouço é o som mudo da solidão...
Olavo Bilac tem razão...


“Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender as estrelas”.

Sunday, June 15, 2008

Imaginação

A mente do ser humano é uma profusão de idéias inimagináveis. Nós idealizamos, desejamos, fantasiamos e projetamos insaciavelmente. Por que? Acredito que nem a psicologia é capaz de responder com decisiva certeza. O meu palpite seria a tal da “carência” que todos nós possuímos no íntimo de nossa alma. Carecemos sempre de algo! Seja de amor ou amizade... ou daquela vida que projetamos, mas não conseguimos realizar. Por causa da carência criamos um mundo que não existe... Talvez nunca existirá. Transformamos os nossos sonhos em loucuras inalcançáveis. Todos nós já fantasiamos um pouco, mas conhecemos apenas as nossas, não fazemos a menor idéia de como podemos fazer parte da imaginação alheia. Nunca me dei conta disso, até hoje... Confesso que é um pouco assustador. Tem horas que não nos damos conta do quanto insanos estamos sendo. Enfim, a ilusão faz parte do nosso subconsciente... sendo que, para outros está no próprio consciente! A realidade para alguns sufoca e, essa ilusão seria aquele breve suspiro... um pequeno alivio.

Sunday, June 08, 2008

Professor

Nós professores temos uma característica em comum, somos controladores ao extremo. Quando subimos no tablado adotamos essa postura irreversível. Não admitimos um resquício sequer de descontrole de nossa parte, seja por evitar transparecer não saber tanto aquela matéria, ou por não poder permitir qualquer bagunça dos alunos. Essa sensação de controle que sentimos ajuda a sermos bons profissionais, afinal de contas, os alunos respeitam apenas aqueles professores que adotam essa postura e os diretores preferem professores que conseguem manter os alunos no “laço”. Gostamos de controlar tudo na sala de aula! Desde um silêncio absoluto na hora da explicação até a decisão da nota vermelha daquele aluno que não nos simpatizamos. Ficamos loucos quando este controle foge de nossas mãos por pequenos segundos, talvez o que sentimos seria medo, mas independente disso um professor gosta e precisa ter e demonstrar controle. Todavia, quando saímos da escola confundimos a sala de aula com as nossas vidas. Por hábito, passamos a querer controlar tudo, inclusive os nossos sentimentos, que por analogia, seria uma sala de aula de uma escola pública com 60 alunos na faixa etária de 16 anos onde todos são repetentes e rebeldes e... odeiam a sua matéria, ou seja, praticamente impossível de controlar. Conseqüências? Ficamos loucos dia após dia tentando controlar a bendita turma, porém sem muitos sucessos. Não conseguimos entender que é impossível controlar tudo. Enfim, no outro dia vamos entrar nessa sala de aula novamente com uma nova didática a fim de obtermos esse controle nem que seja “momentâneo”, mesmo que saibamos que é ilusório e mentiroso, pois na sala de aula do coração quem recebe a nota vermelha na prova é o professor, sempre.

Friday, June 06, 2008

História de Cachorro vira-lata



Fugido do abrigo para cães, o jovem cachorrinho foi buscar conhecer o mundo, porém não imaginava o quão difícil seria para enfrentá-lo. Afinal de contas, ele não era um cachorro que se contentava em morar em abrigos! Quando ele estava lá, sempre dizia aos outros:
- Um dia conseguirei sair daqui. Vou para a cidade e serei feliz.
Quando suspirava essas palavras, os outros cães latiam caçoando dele, ou fingiam que acreditava em suas palavras.
Porque aquele cachorro nunca havia colocado as patas na rua. Ele nasceu no abrigo, jamais sobreviveria na rua sozinho. Porém, o grande dia chegou, ele finalmente teve coragem e fugiu, mas essa escolha custou-lhe caro. Mas, caminhou naquele dia feliz! Com aquele “ar” de liberdade. O seu destino, era a cidade, onde ele achava que conheceria diversos lugares, cachorrinhas bonitas, e o melhor... um dono que o valorizasse.
Quando o cachorro vira-lata chegou à cidade... ele descobriu a fome. Teve que caçar, ou melhor, fuçar os alimentos que encontrava. Ficou triste diversas vezes, se sentiu sozinho, mas não desistiu. Caminhava e observava de longe os lugares, pois não conseguia entrar, já que as pessoas sempre o enxotavam, xingavam e maltratavam o pobre cachorro.
Depois de um tempo ele conheceu uns cachorros de raça. A maioria era esnobe, mas alguns “prestavam”. E, contavam ao jovem vira-lata onde eles moravam, como viviam, o que comiam e, para onde passeavam. Alguns eram até estudados! Por causa dessas amizades ele finalmente conseguiu conhecer uns lugares legais, entretanto, ele se sentia mal por sua vida ser tão distante da vida deles. Enquanto os outros voltavam para os seus apartamentos luxuosos, ele voltava para a sua caixa de papelão.
Esse cachorro vira-lata até era esperto, apesar disso, ninguém o queria. As cachorrinhas de raça nem olhavam para ele, e ele já morava na cidade há algum tempo, conheceu alguns bons lugares, chegou até a comer umas comidas legais (restos de comida de restaurante chique), aprendeu uns truques com os coleguinhas de raça, apesar disso, elas não olhavam para ele, virava o focinho para o lado. Não apenas elas, mas a maioria desses cachorros. Por que? Simples... mesmo que ele tentasse viver nesse meio, ele nunca deixou de ser um cachorro vira-lata. Mesmo que um dia, ele consiga ser adotado... tomar um bom banho, tirar as sarnas, as pulgas que tanto o incomodavam, colocar um perfume, uma coleira e uma boa gravatinha... Ele nunca deixará de ser um “cachorro vira-lata”.