Tuesday, May 29, 2007

Vazio...

E, agora sinto um vazio
Sim, está vazio
Aquele vazio que toca,
Que chora,
Que mora,
E não vai embora


É o que eu sinto por dentro

Um vazio que quer extravasar,

Mesmo sendo contraditório

Por que não tem nada dentro


Se cada lágrima minha resolvesse algo

Estaria tudo bem agora

Monday, May 28, 2007

Sobre Livro XI

Lembra do livro que peguei de volta? Hoje, quando cheguei, a primeira coisa que fiz foi jogá-lo janela abaixo, minto, primeiro dei comida para a minha gata, depois o peguei na minha gaveta, abri a tela da minha janela e..... fooooooiiii embora.
Amanhã, eu vou lá embaixo (estou com preguiça de ir hoje) certificar-me de que esse livro se estraçalhou por completo. Se ele ainda estiver lá, vou fazer questão de pisar e cuspir em cima! E, vou esperar o lixeiro levá-lo embora, para ter certeza que nunca mais verei esse livro na minha frente. Sim, é para esse lugar que ele precisa ir, para o lixo, porque ele é um lixo, aliás, lixos servem para alguma coisa, afinal de contas podemos reciclar lixos, então esse livro é pior do que lixo, uhm.... Desculpe, não sei caracterizar o que pode ser pior do que lixo...
Não sei dizer o quanto estou com ódio desse livro. De toda a sua história... Vou contar como é esse livro:
É o tipo de livro que encanta mulheres idiotas, incluindo eu, é claro. Possui uma bela capa! Sabe aqueles livros coloridos de capa dura, com bonitas figuras? Pois é esse o estilo do livro. O problema é que, é tudo aparência! Até a história te envolve. Mas, na verdade, é um livro de mentiras, falsidades, omissões, traições (devo frisar traições, que quer dizer infidelidade, certo?), sem caráter nenhum. O problema é que não percebi em nenhum momento, por isso é para mulheres idiotas que não percebem as “entrelinhas”, ou seja, o que exatamente o autor quer dizer com toda essa história ridícula sem fundamento algum. Precisou uma terceira pessoa, me dizer as entrelinhas. Durante todo o tempo que li, aliás, que perdi lendo, eu não entendi sua história. Mas, agora eu entendo, toda essa história faz sentido para mim.
Esse livro consegue ser pior do que aquele livro que li (o que era triste e sem figuras), porque ao menos o autor desse livro possuía uma história de realidades, quero dizer, sem mentiras.
Nossa! Esse autor é horrível. Deve ter merda na cabeça (desculpe a expressão), ou alguma coisa parecida! Nunca quero ler algo do tipo... Mas que idéia a minha de lê-lo! Por que eu perdi o meu tempo? Que idiota eu sou... É assim que eu me sinto, uma completa idiota...

Thursday, May 24, 2007

IL POSTINO


Nuda

Nuda sei semplice come una delle tue mani,
liscia, terrestre, minima, rotonda, trasparente,
hai linee di luna, strade di mela,
nuda sei sottile come il grano nudo.
Nuda sei azzurra come la notte a Cuba,
hai rampicanti e stelle nei tuoi capelli,
nuda sei enorme e gialla
come l'estate in una chiesa d'oro.
Nuda sei piccola come una delle tue unghie,
curva, sottile, rosea finchè nasce il giorno
e t'addentri nel sotterraneo del mondo
come in una lunga galleria di vestiti e di lavori:
la tua chiarezza si spegne, si veste, si sfoglia
e di nuovo torna a essere una mano nuda.

***

Nua és tão simples como uma de tuas mãos,

lisa, terrestre, mínima, redonda, transparente,

tens linhas de lua, caminhos de maçã,

nua és magra como o trigo nu.


Nua és azul como a noite em Cuba,

tens trepadeiras e estrelas no cabelo,

nua és enorme e amarela

como o verão numa igreja de ouro.


Nua és pequena como uma de tuas unhas,

curva, subtil, rosada até que nasça o dia

e te metes no subterrâneo do mundo


como num longo túnel de trajes e trabalhos:

tua claridade se apaga, se veste, se desfolha

e outra vez volta a ser uma mão nua.


Pablo Neruda

Sonhos

Esta noite sonhei com você. Não vou escrever aqui detalhadamente o sonho, mesmo que eu ainda lembre, até porque ele é meu, mas... Você queria me encontrar. Essa é a parte importante do sonho, o resto são detalhes. Sonhos bobos, apenas...

Sunday, May 20, 2007

Ódio......

O ódio é fruto do amor que se magoou... Ninguém odeia uma pessoa que não lhe representa nada, ou representou... Em algum momento aquela pessoa foi alguém. E, agora ela não pode simplesmente ser ninguém. É a dualidade que aflige o ser humano: Amor e ódio. Se você não sente nada, é porque nunca sentiu algo de verdade.
E se todos aqueles sentimentos que você experimentou foram verdadeiros, estes se transformam com o tempo, em algo que você é obrigado a conviver dentro de si.

Para a morte acontecer foi preciso viver.

Thursday, May 17, 2007

Tuesday, May 08, 2007

Sobre Livros X

Devo confessar que peguei o livro de volta, estava caído lá embaixo. Mas ainda não o consertei. Está aqui, bem visível.
Não me condenem! Eu sou muito temperamental, eu avisei!
Não sei se quero lê-lo, também não sei se ele quer ser lido. O triste é que só olho para esse livro e mais nenhum. Com tantos outros por aí, até implorando para serem lidos. Mas esses outros livros são tão diferentes... eu não os quero. Será que eu devo dar uma chance para os autores e lê-los? Afinal de contas, como saberei que terão boas histórias? Os meus amigos dizem que eu deveria ler, e eu...

Sunday, May 06, 2007

Meu Amor... Tarja

Hoje, é um dia muuuito importante para mim!!! Meu amor veio morar comigo...
Meu bebê
***Dispensa explicações

Thursday, May 03, 2007

Amor, Imbatível Amor


MEDO DE AMAR

A insegurança emocional responde pelo medo de amar.
O amor é mecanismo de libertação do ser, mediante o qual, todos os revestimentos da aparência cedem lugar ao Si profundo, despido dos atavios físicos e mentais, sob os quais o ego se esconde.
O medo de amar é muito maior do que parece no organismo social. As criaturas, vitimadas pelas ambições imediatistas, negociam o prazer que denominam como amor ou impõem-se ser amadas, como se tal conquista fosse resultado de determinados condicionamentos ou exigências, que sempre resultam em fracasso.
Toda vez que alguém exige ser amado demonstra desconhecimento das possibilidades que lhe dormem em latência e afirma os conflitos de que se vê objeto. O amor, para tal indivíduo, não passa de um recurso para uso, para satisfações imediatas, iniciando pela projeção da imagem que se destaca, não percebendo que, aqueloutros que o louvam e o bajulam, demonstrando-lhe afetividade são, também, inconscientes, que se utilizam da ocasião para darem vazão às necessidades de afirmação da personalidade, ao que denominam de um lugar ao Sol, no qual pretendem brilhar com a claridade alheia. Vemo-los no desfile dos oportunistas e gozadores, dos bulhentos e aproveitadores que sempre cercam as pessoas denominadas de sucesso, ao lado das quais se encontram vazios de sentimento, não preenchendo os espaços daqueles a quem pretendem agradar, igualmente sedentos de amor real.
O amor está presente no relacionamento existente entre pais e filhos, amigos e irmãos. Mas também se expressa no sentimento do prazer, imediato ou que venha a acontecer mais tarde, em forma de bem-estar. Não se pode dissociar o amor desse mecanismo do prazer mais elevado, imediato, aquele que não atormenta nem exige, mas surge como resposta emergente do próprio ato de amar.
Quando o amor se instala no ser humano, de imediato uma sensação de prazer se lhe apresenta natural, enriquecendo-o de vitalidade e de alegria com as quais adquire resistência para a luta e para os grandes desafios, aureolado de ternura e de paz.
Como conseqüência, o amor sempre se direciona àqueles que são simpáticos entre si e com os quais se pode manter um relacionamento agradável. Este conceito, porém, se restringe à exigência do amor que se expressa pela emoção física, transformando-se em prazer sexual.
De alguma forma, no amor, há uma natural necessidade de aproximação física, de contato e de contigüidade com a pessoa querida.
O medo de amar também tem origem no receio de não merecer ser amado, o que constitui um complexo de inferioridade.
Todas as pessoas são carentes de amor e dele credoras, mesmo quando não possuam recursos hábeis para consegui-lo. Mas sempre haverá alguém que esteja disposto a expandir o seu sentimento de amor, sintonizando com outros, também portadoras de necessidades afetivas.
O medo, pois, de amar, pelo receio de manter um compromisso sério, deve ser substituído pela busca da afetividade, que se inicia na amizade e termina no amor pleno. Tal sentimento é agradável pela oportunidade de expandir-se, ampliando os horizontes de quem deseja amigos e torna-se companheiro, desenvolvendo a emoção do prazer pelo relacionamento desinteressado, que se vai alterando até se transformar em amor legítimo.
Indispensável, portanto, superar o medo de amar, iniciando-se no esforço de afeiçoar-se a outrem, não gerando dependência, nem impondo condições.
Somente assim a vida adquire sentido psicológico e o sentimento de amor domina o ser.

Joanna de Ângelis
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Faz tempo que não leio um livro tão intenso e esclarecedor...