Saturday, January 27, 2007

Verde Oceano

Durante pouco tempo naveguei com meu barco humilde
Em um oceano maravilhoso
Passava horas admirando as suas águas verdes e profundas
Dias e noites
Perdia-me em seus mistérios

Sentia-me pequena
Em um oceano imensurável

Pude sentir suas águas em minhas mãos
Em madrugadas com doce brisa
Onde a lua encantava-o com seu reflexo

Eu sou uma jovem navegante
Tão jovem que não entende sobre o velejar
Tão jovem que não entende sobre o mar
Jovem demais...

Uma noite, sem perceber
Esse oceano, com suas leves ondas
Arrastou-me até a costa
Atolou-me em suas areias mais próximas
Meu barco humilde não consegue mais voltar

Sentada na areia
Admiro o horizonte desse oceano
Suas ondas
Seu som
Sua cor

Eu somente fui uma jovem inexperiente a navegar
Perdoe-me se não soube velejar em seu mar

Eu sou uma jovem navegante
Muito jovem para entender o velejar
Muito jovem para entender sobre o mar
Jovem demais, para velejar novamente
Em outros oceanos

Está chovendo aqui...

Discutindo Educação

Nas últimas duas semanas ocupei o meu tempo na íntegra, em um curso de Férias promovido pelo Instituto de Bioquímica Médica na UFRJ, que teve com o intuito a melhoria na formação de professores do Ensino fundamental e médio, pelo menos isso era o que dizia. O professor escolhe um dos 4 temas apresentados (“Temperatura e vida na Terra”, “Sangue: o fluido da vida”, “Por dentro dos alimentos” e “Insetos: por que nos transmitem doenças?”) e, eu escolhi “Sangue: o fluido da vida”. O tema parecia ser bem interessante... Bom, infelizmente o curso pouco atendeu a minha expectativa. A primeira semana do curso foi de aulas práticas sobre sangue, era possível fazer diversas experiências com sangue, porque o laboratório dispusera de recursos para tal. Nós, professores, elaborávamos uma hipótese (relativamente à nível universitário), e comprovávamos através das experiências elaboradas por nós mesmos, sem a ajuda teórica dos monitores. A impressão que eu tive foi de um “cursinho de aulas práticas de laboratório” e, não de um curso para professores. Como a maioria dos professores, eram graduados em licenciatura plena, era possível notar a dificuldade em técnicas laboratoriais. No primeiro dia de aula, os monitores perguntaram para o meu grupo, o que nós queríamos fazer, ou seja, qual o experimento que nós realizaríamos. O meu grupo, infelizmente influenciado por mim, pensava ativamente em um experimento que poderíamos elaborar em sala de aula, baseando o experimento no conteúdo programático de ciências e o que poderíamos ter de materiais laboratoriais, ou seja, algo “barato” para a realização do mesmo. Depois, descobrimos que esse não era o objetivo do curso, mas sim a realização dos experimentos com sangue, de acordo com os materiais que ali se disponibilizavam. A primeira semana se passou e, eu não consegui atender as minhas expectativas, pelo menos na parte prática do curso. Não vou dizer que o curso foi de um todo ruim, devo informar que aprendi algumas técnicas e um pouco de teoria acerca do assunto, mas não escondo a minha insatisfação, pois acreditei que eu aprenderia váaaaaarias técnicas relativamente fáceis, com poucos materiais, e bem acessível a realidade do professor atual, ou seja, algo que eu pudesse repassar para os meus alunos atuais e futuros. E, para completar, o último dia da semana prática, tivemos que fazer um “teatrinho” ridículo sobre o que aprendemos ao longo da semana para os professores dos outros cursos. Eu devo ter um “espírito de velho” ou algo assim, porque para mim, aquilo não fez o menor sentido e tudo foi uma completa palhaçada (gostaria de postar as fotos, mas não quero expor as pessoas). Procurei pensar, em como isso poderia contribuir para a minha formação como professora, mas não obtive sucesso. Praticamente, foi a banalização do professor...
Segunda semana... Somente aulas teóricas, então pensei... Vai ser melhor!!! Erro meu!
Na segunda semana, ocorre um curso para os alunos do ensino médio (com os mesmos 4 temas) ao mesmo tempo em que os professores estão tendo aulas teóricas. No primeiro dia, alunos e professores ficaram juntos no mesmo auditório e, realizaram uma brincadeira com os alunos, tipo um “show do milhão”. Alguns dos monitores se fantasiaram como Silvio Santos e outros personagens do programa. A idéia foi boa, mas no final foi horrível. Tudo bem querer fazer algo engraçado para os alunos, isso é bem motivador, ao invés de ficar “tacando” giz no quadro, mas o problema maior foi a forma como isso foi colocado. Eles elaboraram umas perguntas altamente “idiotizadas” para os alunos responderem na frente de tooodo o auditório, perguntas nas quais não tinha como errar. Era por exemplo:
Se na região polar existem ursos e pingüins, porque o urso não come o pingüim?
a) porque estão em pólos diferentes
b) porque o urso pensa que o pingüim é o garçom
c) porque o pingüim tem gosto ruim
d) porque o fato do pingüim ser monocromático impede a visão do urso

Pelo amor de Deus, é chamar o aluno de “burro” ou algo do tipo. Por que não fizeram uma brincadeira dessas com perguntas inteligentes e de conteúdo? O pior é que teve uma pergunta dessas que uma aluna errou, imagina como ela deve ter se sentido...
Ao longo da segunda semana tivemos palestras (somente para os professores) de diversos assuntos, menos de educação (exceto uma única palestra, na qual foi excelente), ou seja, vários assuntos de biologia, o que é pior, os assuntos eram relacionados a pesquisa científica. É lógico que gosto também da pesquisa científica, inclusive estou nela, mas achei que não tinha o menor sentido ter essas palestras nesse curso, o público era de professores e não de pesquisadores! E, no penúltimo dia, para piorar, fizemos visitas a alguns laboratórios de pesquisa da UFRJ, na qual o pesquisador explicava a linha de pesquisa do seu laboratório, além de: - isso é uma sala de cultura; isso é um espectrofotômetro; isso é uma estufa; isso é um PCR; isso é um fluxo... Deprimente!
Bom, mas nem tudo foram pedras, tivemos flores no curso... O último dia foi fantástico!
Pela manhã, tivemos apresentações artísticas (em forma de teatrinho) realizadas pelos alunos sobre o que eles aprenderam ao longo da semana. Eu acho interessante mesclar a arte com a ciência, pois isso tudo estimula a criatividade dos alunos e, ainda a integração e alegria deles. E, ainda para completar o fechamento, à tarde, tivemos apresentação de teatro sobre a “evolução da ciência”, desde os primeiros hominídeos até a chegada do homem à lua, assim como descrito no livro de Leopoldo de Meis sobre o “Método Científico”. Devo dizer que foi bastante didático e interessante, dando noções complexas de ciência vinculadas à arte. No final, professores e alunos receberam 2 livros de Leopoldo de Meis, 2 DVDs de ciência e ainda uma apostila sobre o curso escolhido.
Enfim, a conclusão é: a ciência não deve ser privilégio de sábios e eruditos, ela deve se estender a todos os que querem aprender, é o antídoto universal contra o obscurantismo cultural, palavras de Erney Camargo. Essas técnicas na qual eu aprendi, foram muito boas para mim, mas de nada adiantou se minhas intenções eram torná-las acessíveis para os alunos, deveria sair da universidade e chegar às escolas. O curso foi bom, desde que se tenha outro objetivo. Eu faria esse curso novamente, mas digamos que.... com outros olhos .... outras expectativas....

Sunday, January 14, 2007

Músicas que falam por mim III

Intimacy
The Corrs
Composição: Indisponível

Last night before you fell asleep
You whispered something to me
Was it just a dream
I'm gonna listen to you close
Coz your goodnight kiss
Felt like a ghost

What are you trying to say to me
What are you trying to say

Everybody's searching for intimacy
Ooh ooh ooh ooh
Everybody's hurting for intimacy
Ooh ooh ooh ooh

We come into this world alone
From the heart of darkness
The infinite unknown
We're only here a little while
And I feel safe and warm
When I see your smile

Baby don't move away from me
Baby don't pull away

Everybody's searching for intimacy
Ooh ooh ooh ooh
Everybody's hurting for intimacy
Ooh ooh ooh ooh

Remember when you were a child
And your momma would hold you in her arms
And rock you to sleep
Now darling there's just you and I
Let's give each other everything baby baby

Everybody's searching for intimacy
Ooh ooh ooh ooh
Everybody's hurting for intimacy
Ooh ooh ooh ooh
Baby come and lay down next to me...

Sunday, January 07, 2007

Atire a primeira pedra...

Quem nunca se sentiu sozinho;
Quem nunca mergulhou nas profundezas da sua própria solidão;
Quem nunca desejou que o telefone tocasse e, mudasse, nem que seja por alguns instantes sua vida;
Quem nunca sentiu a angústia do desejo, sem poder fazer nada, não porque não possa, mas porque se sente incapaz de tomar qualquer atitude;
Quem nunca desejou ser desejado;
Quem nunca sentiu medo, talvez de sua própria escuridão;
Quem nunca se sentiu assombrado pelos fantasmas do seu passado, que você tanto deseja apagar de sua memória;
Quem nunca depositou esperanças em alguém, mesmo que isso signifique uma completa carência;
Quem nunca desejou alguém ao seu lado;
Quem nunca desejou que alguém fosse embora;
Quem nunca se envolveu com as baladas de uma música melancólica;
Quem nunca ouviu repetidas vezes a mesma música;
Quem nunca quis dançar pelo menos uma última música com alguém;
Quem nunca desejou que alguém compusesse uma música somente para você;
Quem nunca desejou que alguém dedilhasse uma canção de amor somente para você;
Quem nunca cantou uma canção de amor;
Quem nunca quis ouvir “Meu amor” da boca de alguém;
Quem nunca quis sussurrar “Meu amor” no ouvido de alguém;
Quem nunca acreditou nas promessas de alguém;
Quem nunca desejou um pouco de romantismo, mesmo que por alguns segundos;
Quem nunca sonhou acordado;
Quem nunca se arrependeu de ter feito algo ou não tê-lo feito;
Quem nunca quis voltar no tempo e reparar algo;
Quem nunca quis um ombro para chorar;
Quem nunca chorou com um filme triste;
Quem nunca chorou com uma música que fale de amor;
Quem nunca chorou com uma história de amor lida;
Quem nunca fez alguém chorar;
Quem nunca chorou por causa de alguém;
Quem nunca chorou por amor;
Quem nunca teve segredos para guardar;
Quem nunca se sentiu atormentado pelos seus segredos;
Quem nunca errou;
Quem nunca conseguiu admitir que errou;
Quem nunca teve medo de errar;
Quem nunca pensou que ninguém te compreende;
Quem nunca escreveu frases que nem mesmo você compreende;
Quem nunca sentiu cada segundo se passar, esperando por alguém;
Quem nunca quis que aquele segundo parasse por estar com alguém;
Quem nunca quis reviver aqueles segundos... pelo menos uma última vez;
Quem nunca admirou a escuridão da noite ou o brilho das estrelas;
Quem nunca foi às estrelas com um beijo;
Quem nunca admirou o infinito dos seus pensamentos;
Quem nunca se sentiu preso;
Quem nunca quis voar para poder sentir-se livre por alguns segundos;
Quem nunca quis arrancar seu coração para nunca mais sofrer;
Quem nunca desejou uma carta de amor, mesmo que seja com versos simples e palavras bobas;
Quem nunca sussurrou baixinho “te quero”, na hora do prazer;
Quem nunca fantasiou uma história de amor;
Quem nunca sofreu por amor;
Quem nunca lhe arrancou um sorriso mesmo que você estivesse em solidão;
Quem nunca desejou ver o sorriso de alguém;
Quem nunca lutou contra os seus desejos;
Quem nunca desejou reviver alguns momentos da infância;
Quem nunca desejou apagar alguns momentos da infância;
Quem nunca desejou ser protegida como uma criança;
Quem nunca viajou sem sair do lugar;

Quem nunca...

Monday, January 01, 2007

Sobre Livros VIII

Faz algum tempo que não leio mais aquele livro que descrevi em Sobre Livros VII. Bom, eu não o lia com freqüência, na verdade eu levava dias para lê-lo novamente, apesar disso, eu gostava de tê-lo sobre a minha cabeceira... Mesmo lendo-o de uma maneira um “tanto” descompromissada!
Chegou em um capítulo do livro que o romance começou a ficar triste, com poucos parágrafos e palavras curtas, mas antes de ler a palavra “FIM” eu fechei o livro, talvez porque tive medo de ler as linhas finais, não gosto quando a história fica triste. Na verdade eu não gosto quando não consigo entender a história. Daí eu não sei se as conclusões que tirei são as corretas... Enfim, realmente não tive coragem de ler o livro até o final. Peguei esse livro e o escondi de mim mesma dentro da primeira gaveta de minha cômoda, em baixo das roupas. Eu fiz isso para não avistá-lo mais e conseguir esquecê-lo. Não quero ter o desejo de lê-lo, depois eu o devolvo à biblioteca. E, por falar em biblioteca... Devo confessar que fiquei encantada com a sua capa colorida e, as figuras eram graciosas! Tudo bem! Eu sei, não devemos alugar um livro só pela capa, mas eu li seu prefácio, e também era bom! É engraçado como certos livros realmente nos enganam, será porque eu não tenho experiência em leituras??? Impressionante! Mas, acredito que seja sempre assim, é um pouco lógico que qualquer autor de livro passará a melhor imagem de sua obra para os leitores! Porque assim, o público poderá se interessar e alugar e, quem sabe comprá-los.
Bom, devo dizer que esse livro é da mesma editora que aquele livro de “capa preta, triste e sem figuras”, estou começando a acreditar que essa editora não é boa! Isso prova a falta de experiência e talvez ingenuidade da minha parte em achar que a editora não influencia na qualidade do livro! E, ainda estava na mesma prateleira e, ao lado desse livro! Acho que eu deveria mudar até de biblioteca. Aliás, não quero saber de ler livros tão cedo! Definitivamente eu sou muito ruim para escolher! Será que vou ficar lendo vários livros que não dão em nada??? Não quero isso para mim!

Alguém podia me indicar um, e que tenha excelentes referências!!!