Thursday, October 19, 2006

Controle

Mais uma vez, eu aqui escrevendo sobre sentimentos... Tantas coisas que eu poderia escrever! Poderia escrever sobre filosofia, política (aliás, estou lendo um livro ótimo “Os clássicos da política” talvez eu escreva algo sobre esse livro um dia, não sei), história ou até ciência, enfim... São tantos os assuntos, mas quando começo a escrever... Não sei o que acontece, mas sempre “rola” aquela vontade de tentar expressar esses sentimentos, posso considerar de uma certa forma como um desabafo. Afinal de contas, criei esse blog para desabafar e não para ficar escrevendo informações sobre algo para os outros lerem. Na verdade, eu nem sei quem lê esse blog e por quê. Para mim, ele é uma espécie de “arquivo morto” dos meus sentimentos, na qual eu posso ficar lendo e relendo-o quantas vezes eu sentir necessidade!
Bom...como eu posso iniciar... Na verdade, há dias em que eu gostaria de escrever sobre o assunto “melindres”, na qual me despertou uma grande curiosidade sobre o assunto, depois que eu assisti uma palestra na Casa Espírita que eu freqüento, e também porque me identifiquei em certos aspectos. Muita gente (por incrível que pareça) não sabe o que é um indivíduo melindroso. Se você procurar no dicionário encontrará escrito:

Melindre: facilidade em ofender-se, em magoar-se. Delicadeza afetada ou natural ao trato.

Por eu dizer que me identifiquei em certos aspectos, talvez vocês devam estar se perguntando: Mas você é melindrosa???
Quem me conhece, sabe que não. Acontece que o melindre não para por aí, ou pelo menos ao meu ver. Voltando ao fato de eu me identificar... Primeiramente, eu não me ofendo tão facilmente, aliás, sendo mais sincera, depende da pessoa. Na verdade, eu avalio se eu realmente gosto de alguém desse modo: Se a pessoa conseguir me ofender, é porque eu verdadeiramente gosto dessa pessoa. Na maioria das vezes eu desprezo (desculpe a sinceridade).
Retornando sobre a minha concepção sobre o melindre, eu acredito que, além do melindre ser uma pessoa que tem facilidade em ofender-se (o que eu acho isso péssimo), ele é uma pessoa de certa forma “controladora”. Bem...como vou explicar isso? À partir do momento que você se ofende por qualquer coisa, é porque você não aceita a opinião do outro, ou seja, nada pode fugir dos seus padrões, o que nesse caso seria aceitar o fato de existir pessoas que podem lhe afetar, não concordarem com as suas opiniões ou simplesmente não gostarem de você! Oras, se alguém disser para mim: “Danielle eu não gosto de você! Eu vou responder: E daí? Tanto faz, nunca fiz questão da amizade de ninguém”! Enfim, mas nem todo mundo pensa assim, e quem sou eu para criticar? Cada um com os seus problemas e traumas. Tá! Mas onde eu entro nessa história? Eu entro na parte onde diz “controle”. De certa forma eu sou um tanto controladora, mas não com os outros e, sim comigo mesma. E o pior, sou controladora com os meus sentimentos.

Não me permito, chorar por alguém.
Não me permito, esperar por ninguém.
Não me permito, acreditar em alguém.
Não me permito, decepcionar-me com ninguém

As poucas vezes que ocorreu isso, eu me arrependi. É uma espécie de auto-controle, porque se você se permitir esperar que uma determinada pessoa tenha “uma certa atitude” e ela não o fizer, você irá se decepcionar. Se você se permitir acreditar nas palavras dessa pessoa, e descobrir que tudo aquilo fora mentira, você irá chorar.

E acredite, ninguém merece uma gota de choro meu!

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