Saturday, October 21, 2006

Compreensão

Ah... se eu pudesse entender sobre os homens... Ao menos procuro compreender essa humanidade nada “humana”.

Meditando sobre esse texto...

“A Natureza fez os homens tão iguais quanto às faculdades do corpo e do espírito que, embora por vezes se encontre um homem manifestamente mais forte de corpo, ou de espírito mais vivo do que outro, mesmo assim, quando se considera tudo isto em conjunto, a diferença entre um e outro homem não é suficientemente considerável para qualquer um que possa com base nela reclamar qualquer benefício a que outro não possa também aspirar, tal como ele.”
(Leviatã, cap. XIII, p. 45.)

Parece simples, dependendo de como você o lê. Hmm, acredito que o autor somente levantou uma questão política e social, ou pelo menos é o que parece, se você continuar lendo o resto do livro, tudo indica que sim. Mas esse texto me fez meditar sobre uma outra questão, especificamente sobre grandes diferenças na personalidade do ser humano, tais como, inveja, orgulho, egoísmo, competição, cobiça, preconceito, essas coisinhas que todo mundo conhece. O que quero dizer aqui, que no final de tudo, todos nós temos todos esses defeitos. Um mais outro menos, lógico, mas todos nós em algum momento, despertamos esses sentimentos. E se formos observar o “todo”, perceberemos o quanto nós somos iguais. Mas você deve pensar: Imagina! Como pode me comparar a um assassino? Mas reflita em sua mente... quantas vezes você assassinou algum sentimento alheio com palavras mais duras? E pensando assim, também está sendo orgulhoso, não querendo ser comparado à pessoas que você julga ser inferior a você. Quem é você para julgar alguém e determinar se este ou aquele é pior do que você?
Tudo isso, é porque o ser humano não quer se ferir. Sempre queremos “estar por cima”. Na dúvida você fere para não ser ferido. E, todos nós queremos atenção. Todos nós queremos ser importantes, pelo menos para alguém.
Não estou querendo me tirar do contexto!!! Já tenho até fama de ser “certinha”, o que aliás, isso me incomoda muito. Não o fato de eu tentar fazer o que é certo, mas por não entender porque as pessoas a minha volta se sentem tão incomodadas com isso. Tenho lá as minhas teorias...
Bom...onde estou querendo chegar...
O grande “q” da questão é o fato de você tentar se melhorar ao meio disso. Difícil, né?
Se você está fazendo parte de um determinado ciclo social em que às pessoas a sua volta, por exemplo, são pessoas mesquinhas que gostam de falar da vida alheia, e você não quer e não gosta desse tipo de atitude, e muito menos fazer parte. O que você faz? Se você não fizer parte disso, é anti-social. Acho que já me acostumei com isso...Confesso que há uns anos atrás tinha medo da solidão, pois sempre notei a minha incapacidade de me relacionar com outras pessoas, e principalmente relacionamentos duradouros. Hoje não! Depois que eu e a solidão fomos apresentados. Percebi que ela não é tão ruim assim... Aliás, em alguns momentos eu até a curto e me é útil! Estou até pensando no fato dela ser minha eterna amiga...

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