Tuesday, October 31, 2006

Sobre Livros VII

Ainda estou lendo o livro que eu havia escrito antes em Sobre Livros VI, apesar de ainda não conseguir compreendê-lo em sua essência, ou por falta de tempo de leitura ou por falta da minha própria experiência de vida, não sei dizer ao certo. Só consigo afirmar que isso me deixa extremamente confusa. Acredito que eu esteja lendo esse livro de uma forma equivocada, se é que posso dizer assim, porque confesso que estou lendo esse livro com um certo “compromisso”, mas a história narrada revela uma leitura mais simples e descompromissada e, infelizmente ainda não consegui enxergá-lo dessa maneira. Devo confessar que eu fiquei bem “empolgadinha” com a sua leitura agradável, inteligente, bem humorada e, a conseqüência disso é esperar muito de sua história. Talvez, no próximo capítulo que irei ler (pelo menos, assim eu desejo), eu consiga enxergá-lo de uma outra forma, ao menos eu posso tentar. Somente pude ler quatro capítulos, são eles: "O Encontro, O Romance, A Timidez, O prazer" (são capítulos curtos, de apenas uma página) e, posso afirmar que todos eles foram ótimos, como já escrevi, gosto de cada palavrinha escrita. Talvez eu esteja exigindo demais desse romance, deve ser porque é muito, mas muito difícil eu me afeiçoar a um livro e, ainda assim... tão rapidamente. Bom... de qualquer forma essa leitura é bem prazerosa mesmo sendo um “tanto” descompromissada.

Monday, October 30, 2006

Aparências

Não acuse o irmão que parece mais abastado. Talvez seja simples escravo de compromissos.

Não condene o companheiro guindado à autoridade. É provável seja ele mero devedor da multidão.

Não inveje aquele que administra, enquanto você obedece. Muitas vezes, é um torturado.

Não menospreze o colega conduzido a maior destaque. A responsabilidade que lhe pesa nos ombros pode ser um tormento incessante.

Não censure a mulher que se apresenta suntuosamente. O luxo, provavelmente, lhe constitui amarga provação.

Não critique as pessoas gentis que parecem insinceras, à primeira vista. Possivelmente, estarão evitando enormes crimes ou grandes desânimos.

Não se agaste com o amigo mal-humorado. Você não lhe conhece todas as dificuldades íntimas.

Não se aborreça com a pessoa de conversação ainda fútil. Você também era assim quando lhe faltava experiência.

Não murmure contra os jovens menos responsáveis. Ajude-os, quanto estiver ao seu alcance, recordando que você já foi leviano para muita gente.

Não seja intolerante em situação alguma. O relógio bate, incessante, e você será surpreendido por inúmeros problemas difíceis em seu caminho e no caminho daqueles que você ama.

Pelo espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xaxier. AGENDA CRISTÃ.

Sunday, October 29, 2006

Pai Nosso

E elevando o seu espírito magnânimo ao Pai Celestial e colocando o seu amor acima de todas as coisas, exclamou:
- "Pai Nosso, que estás nos céus, santificado seja o vosso nome." E, ponderando que a redenção da criatura, nunca se poderá efetuar sem a misericórdia do Criador, considerada a imensa bagagem das imperfeições humanas, continuou: - "Venha a nós o teu reino." Dando a entender que a vontade de Deus, amorosa e justa, deve cumprir-se em todas as circunstâncias, acrescentou: - "Seja feita a tua vontade, assim na Terra como nos céus." Esclarecendo que todas as possibilidades de saúde, trabalho e experiência chegam invariavelmente, para os homens, da fonte sagrada da proteção divina, prosseguiu: - "O pão nosso de cada dia dá-nos hoje." Mostrando que as criaturas estão sempre sob a ação da lei de compensações e que cada uma precisa desvencilhar-se das penosas algemas do passado obscuro pela exemplificação sublime do amor, acentuou: -"Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores." Conhecedor, porém, das fragilidades humanas, para estabelecer o princípio da luta eterna dos cristãos contra o mal, terminou a sua oração, dizendo com infinita simplicidade: - "Não nos deixeis cair em tentação e livrai-nos de todo o mal, porque teus são o reino, o poder e a glória para sempre. Assim Seja."
Levi, o mais intelectual dos discípulos, tomou nota das sagradas palavras, para que a prece do Senhor fosse guardada em seus corações humildes e simples.

Não Diga

Eu sei que você já foi ferido, e que suas dores ainda não foram cessadas, mas, não diga aquelas palavras tão duras. Eu sei que ninguém enxuga suas lágrimas, mas não diga que isso nunca ocorrerá. Você ainda está triste e, não precisa se culpar por isso, mesmo assim, não diga que não pode sorrir. Quero poder sentir novamente esse sorriso.
Não diga que não pode mais acreditar na vida.

Thursday, October 26, 2006

Futilidades do Ser Humano – Parte II

Eu já havia escrito sobre esse assunto em Futilidades do Ser Humano, dando enfoque na futilidade de uma pessoa se relacionar com outra somente se esta for bonita, ou seja, tendo total preconceito em relação à aparência externa. No momento, irei dar enfoque em outro tipo de futilidade, porque também me decepciona tal atitude. Iniciando da mesma forma: Será que a condição financeira de uma pessoa é tão importante a ponto de decidir um relacionamento amoroso? Para muitas pessoas, a resposta é sim. E, infelizmente, fico decepcionada com esse tipo de atitude, aliás, tenho dificuldade até de discutir sobre isso. Não quero particularizar esse tipo de futilidade à relacionamentos amorosos porque isso existe em todos os ambientes sociais. E, vale para as duas partes, ou seja, existe o preconceito da pessoa que possui condições financeiras em relação a que não possui, e também o contrário. Se você está na posição de “melhor financeiramente” e falar que possui isso ou aquilo, ou que foi a tal lugar, a outra pessoa se sente ofendida e pode vir a dizer alguma bobagem como: “gente rica é outra coisa”, “num fala mais com pobre”, ou sei lá o que (odeio essas frases). E se for o contrário, pode ser que a pessoa diga algumas bobagens, não sei ao certo se é com o intuito de ofender, tais como: “mora mal pra caramba”, “odeio gente pobre”, ou algumas perguntas que pode te deixar ofendida.
Mais uma vez escrevo... Estatisticamente comprovado, para a grande maioria, isso é um ponto decisivo na escolha de um futuro relacionamento, apesar de ser difícil para mim, compreender tal coisa, ou seja, quantas vezes você já viu duas pessoas se relacionarem com padrões sociais completamente distintos? Sejamos realistas, isso é um caso raro. Além da pessoa ser bonita também deve ter condições financeiras para nos relacionarmos??? Bom... Não consigo concordar.

Sunday, October 22, 2006

Ilusões

Eu me perdi em meus próprios caminhos
Já não sei mais para onde seguir
Ou, no que acreditar que seja melhor para minha vida
Será que me permitem viver na ilusão? A vida real é tão cruel.
Não, eu não posso me permitir tal coisa
Mas...como faço para que aconteça tudo aquilo que se passa em minha mente?
É tudo tão complicado. E, não depende só de mim.
Então, me ajude. Faça-me viver tudo aquilo que eu desejo. Ajude-me a transformar essas ilusões em realidade. Eu sei que você pode.

Saturday, October 21, 2006

Compreensão

Ah... se eu pudesse entender sobre os homens... Ao menos procuro compreender essa humanidade nada “humana”.

Meditando sobre esse texto...

“A Natureza fez os homens tão iguais quanto às faculdades do corpo e do espírito que, embora por vezes se encontre um homem manifestamente mais forte de corpo, ou de espírito mais vivo do que outro, mesmo assim, quando se considera tudo isto em conjunto, a diferença entre um e outro homem não é suficientemente considerável para qualquer um que possa com base nela reclamar qualquer benefício a que outro não possa também aspirar, tal como ele.”
(Leviatã, cap. XIII, p. 45.)

Parece simples, dependendo de como você o lê. Hmm, acredito que o autor somente levantou uma questão política e social, ou pelo menos é o que parece, se você continuar lendo o resto do livro, tudo indica que sim. Mas esse texto me fez meditar sobre uma outra questão, especificamente sobre grandes diferenças na personalidade do ser humano, tais como, inveja, orgulho, egoísmo, competição, cobiça, preconceito, essas coisinhas que todo mundo conhece. O que quero dizer aqui, que no final de tudo, todos nós temos todos esses defeitos. Um mais outro menos, lógico, mas todos nós em algum momento, despertamos esses sentimentos. E se formos observar o “todo”, perceberemos o quanto nós somos iguais. Mas você deve pensar: Imagina! Como pode me comparar a um assassino? Mas reflita em sua mente... quantas vezes você assassinou algum sentimento alheio com palavras mais duras? E pensando assim, também está sendo orgulhoso, não querendo ser comparado à pessoas que você julga ser inferior a você. Quem é você para julgar alguém e determinar se este ou aquele é pior do que você?
Tudo isso, é porque o ser humano não quer se ferir. Sempre queremos “estar por cima”. Na dúvida você fere para não ser ferido. E, todos nós queremos atenção. Todos nós queremos ser importantes, pelo menos para alguém.
Não estou querendo me tirar do contexto!!! Já tenho até fama de ser “certinha”, o que aliás, isso me incomoda muito. Não o fato de eu tentar fazer o que é certo, mas por não entender porque as pessoas a minha volta se sentem tão incomodadas com isso. Tenho lá as minhas teorias...
Bom...onde estou querendo chegar...
O grande “q” da questão é o fato de você tentar se melhorar ao meio disso. Difícil, né?
Se você está fazendo parte de um determinado ciclo social em que às pessoas a sua volta, por exemplo, são pessoas mesquinhas que gostam de falar da vida alheia, e você não quer e não gosta desse tipo de atitude, e muito menos fazer parte. O que você faz? Se você não fizer parte disso, é anti-social. Acho que já me acostumei com isso...Confesso que há uns anos atrás tinha medo da solidão, pois sempre notei a minha incapacidade de me relacionar com outras pessoas, e principalmente relacionamentos duradouros. Hoje não! Depois que eu e a solidão fomos apresentados. Percebi que ela não é tão ruim assim... Aliás, em alguns momentos eu até a curto e me é útil! Estou até pensando no fato dela ser minha eterna amiga...

Thursday, October 19, 2006

Controle

Mais uma vez, eu aqui escrevendo sobre sentimentos... Tantas coisas que eu poderia escrever! Poderia escrever sobre filosofia, política (aliás, estou lendo um livro ótimo “Os clássicos da política” talvez eu escreva algo sobre esse livro um dia, não sei), história ou até ciência, enfim... São tantos os assuntos, mas quando começo a escrever... Não sei o que acontece, mas sempre “rola” aquela vontade de tentar expressar esses sentimentos, posso considerar de uma certa forma como um desabafo. Afinal de contas, criei esse blog para desabafar e não para ficar escrevendo informações sobre algo para os outros lerem. Na verdade, eu nem sei quem lê esse blog e por quê. Para mim, ele é uma espécie de “arquivo morto” dos meus sentimentos, na qual eu posso ficar lendo e relendo-o quantas vezes eu sentir necessidade!
Bom...como eu posso iniciar... Na verdade, há dias em que eu gostaria de escrever sobre o assunto “melindres”, na qual me despertou uma grande curiosidade sobre o assunto, depois que eu assisti uma palestra na Casa Espírita que eu freqüento, e também porque me identifiquei em certos aspectos. Muita gente (por incrível que pareça) não sabe o que é um indivíduo melindroso. Se você procurar no dicionário encontrará escrito:

Melindre: facilidade em ofender-se, em magoar-se. Delicadeza afetada ou natural ao trato.

Por eu dizer que me identifiquei em certos aspectos, talvez vocês devam estar se perguntando: Mas você é melindrosa???
Quem me conhece, sabe que não. Acontece que o melindre não para por aí, ou pelo menos ao meu ver. Voltando ao fato de eu me identificar... Primeiramente, eu não me ofendo tão facilmente, aliás, sendo mais sincera, depende da pessoa. Na verdade, eu avalio se eu realmente gosto de alguém desse modo: Se a pessoa conseguir me ofender, é porque eu verdadeiramente gosto dessa pessoa. Na maioria das vezes eu desprezo (desculpe a sinceridade).
Retornando sobre a minha concepção sobre o melindre, eu acredito que, além do melindre ser uma pessoa que tem facilidade em ofender-se (o que eu acho isso péssimo), ele é uma pessoa de certa forma “controladora”. Bem...como vou explicar isso? À partir do momento que você se ofende por qualquer coisa, é porque você não aceita a opinião do outro, ou seja, nada pode fugir dos seus padrões, o que nesse caso seria aceitar o fato de existir pessoas que podem lhe afetar, não concordarem com as suas opiniões ou simplesmente não gostarem de você! Oras, se alguém disser para mim: “Danielle eu não gosto de você! Eu vou responder: E daí? Tanto faz, nunca fiz questão da amizade de ninguém”! Enfim, mas nem todo mundo pensa assim, e quem sou eu para criticar? Cada um com os seus problemas e traumas. Tá! Mas onde eu entro nessa história? Eu entro na parte onde diz “controle”. De certa forma eu sou um tanto controladora, mas não com os outros e, sim comigo mesma. E o pior, sou controladora com os meus sentimentos.

Não me permito, chorar por alguém.
Não me permito, esperar por ninguém.
Não me permito, acreditar em alguém.
Não me permito, decepcionar-me com ninguém

As poucas vezes que ocorreu isso, eu me arrependi. É uma espécie de auto-controle, porque se você se permitir esperar que uma determinada pessoa tenha “uma certa atitude” e ela não o fizer, você irá se decepcionar. Se você se permitir acreditar nas palavras dessa pessoa, e descobrir que tudo aquilo fora mentira, você irá chorar.

E acredite, ninguém merece uma gota de choro meu!

Sunday, October 15, 2006

Sobre Livros VI

Ah...é impressionante como existem livros maravilhosos, prontos para serem lidos, e você nem conhecia... Muita das vezes, escondidos nas prateleiras, bem discreto. Às vezes você abre para lê-lo de uma maneira meio que descontraída, e fica fascinada com a leitura. Sem querer me iludir com a história, até porquê, quem me conhece sabe que eu não costumo me iludir com nada, só estou curtindo a história, nada mais. Gosto de cada palavrinha escrita... Devo dizer, que é estranho da minha parte, porque confesso que sou muito chata para livros. Não é todo livro que me agrada, e não adianta ter uma capa linda e um prefácio relativamente bom. Acredito que você só sabe se o livro irá te agradar depois de ter lido no mínimo um capítulo (será que é pouco?), para então saber ao menos se continuará com a leitura. Sou o tipo de leitora que se eu começar a ler e não gostar logo no começo.........desisto! Como eu disse, sou uma leitora bem seletiva. E não gosto de perder tempo numa leitura que não está me agradando, só para ver “onde vai dar”. Esse livro é diferente! É uma leitura agradável, inteligente, bem humorada, enfim... não consigo demonstrar em palavras, eu apenas me sinto bem e feliz quando estou lendo-o. Não sei se vai parecer maluquice da minha parte, mas... Eu estou gostando muito de ler esse livro, só não sei se esse livro está gostando de mim (podem me chamar de doida, onde já se viu um livro gostar de alguém?), e por causa disso, sinto uma certa insegurança ou receio talvez. Receio de não poder ler mais essa história...