Saturday, April 15, 2006

"Tão próximo aos meus olhos e tão distante do meu olhar"

Séculos incontáveis de convivência e mesmo assim, ainda não me conhece. Ainda faz julgamentos sobre o meu comportamento, não se importa em ao menos, me conhecer um pouco. Não sou quem você imagina, mesmo tão próximo, não consegue enxergar.
Gostaria de conhece-lo sim, para entender um pouco de suas atitudes e pensamentos, apesar de não concordar com a maioria deles, mas ao menos quero compreender para respeitar.
Somos tão diferentes, mas nossas vidas se correlacionam por semelhanças de resgates passados.
O que você sente por mim? Bom, tenho medo da resposta, prefiro não saber. Mas, também não sei o que sinto por você. Posso dizer o que não sinto! Ao contrário do que algumas pessoas pensam, eu não sinto raiva ou ódio. Mas, também não sinto amor. Talvez piedade ou proteção, não sei. Confesso que um pouco de rancor sim, mas tenho os meus motivos. Eu sei que você imagina que não gosto de você, talvez porque dentro da sua consciência você saiba os males que me causou. Aqueles males, na qual todos os dias da minha vida tento esquecer. Acredito que esse rancor diminuiria, talvez até cessaria, se você me pedisse perdão. Mas acredito que isso nunca aconteceria, pois você ainda não se arrependeu...
Infelizmente ainda não sou capaz de perdoar, mas em algum momento de plenitude da minha alma, serei capaz de sentir essa palavra tão bela, o perdão.

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